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Certificados do tesouro

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Os últimos anos trouxeram alguma incerteza ao mercado financeiro, e para quem foi mais conservador sobre onde aplicar e guardar as suas poupanças nos anos anteriores, e investiu em Certificados de Tesouro pode respirar de alívio ao saber que o seu capital estava garantido.
Destinados a pequenos aforradores, este produto de investimento é seguro, previsível e relativamente constante.

O que são certificados do tesouro

Os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento (CTPC) são garantidos pelo Estado, porque são produtos da dívida pública.
Isto porque ao subscrever aos Certificados do Tesouro está, em termos práticos, a emprestar dinheiro ao Estado Português.  
Os certificados de tesouro são um produto de taxa crescente, o que significa que a cada ano a taxa de juro fixa cresce, até um máximo de 2,25% no sétimo ano.

A primeira versão desta forma de investimento surgiu em 2010, e visava contribuir para financiar no mercado internacional, algo que se estava a provar difícil para o Estado português, durante a crise financeira.
O formato original conseguiu atrair poupanças particulares, e esteve disponível durante dois anos a render entre 5,5% e 7,1%. Sucederam-lhes os Certificados do Tesouro Poupança Mais em 2013 que, desde então, já tomaram vários prazos e taxas.

Os Produtos de Aforro, que incluem os certificados de Tesouro, só podem ser subscritos por pessoas singulares.
O investimento mínimo é de 1.000 € e máximo de 1.000.000 € por Conta Aforro.
Esta conta é aberta junto da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP, E.P.E.).
O NIB que irá ser associado a esta conta vai servir para depois lhe serem feitos os devidos depósitos.
A sua poupança irá crescer através de uma taxa fixa anual e um prémio de remuneração a partir do 2º ano do investimento, os juros são transferidos anualmente para a conta correspondente, não havendo capitalização sobre os juros ganhos.

Para além da sua estabilidade e simplicidade, esta aplicação não tem quaisquer custos associados nem outras surpresas. Não existem comissões de resgate, transferência ou subscrição.
O dinheiro que investires em Certificados do Tesouro pode ser resgatado, pela primeira vez, ao fim de um ano, mas terá mais vantagens e ganhos se deixares que a poupança cresça até ao fim do prazo de 7 anos da aplicação. 

Quanto à segurança do investimento, mesmo na eventualidade de uma renegociação da dívida pública, os ganhos podem diminuir mas o teu capital está sempre garantido e os produtos de aforro para as famílias estão protegidos.

Como Investir e Como Ganhar

O primeiro passo para aderir será dirigires-te a um balcão CTT para abrir uma Conta Aforro. Para esse efeito precisarás destes documentos:

  • Cartão de cidadão  
  • Comprovativo do seu IBAN
  • Comprovativo de morada 
  • Forma de pagamento
  • Comprovativo de profissão e entidade patronal 

Também poderás comprar Certificados de Tesouro online se já tiveres os acessos a esta conta.

Este tipo de investimento é o mais interessante e mais apropriado se estiveres à procura de aplicar o teu dinheiro por prazos longos, devido aos prémios de permanência e bonificações que estão associados.

Nos Certificados de Tesouro a taxa cresce todos os anos, até ao final do prazo, mas os juros não são capitalizados.
Isto significa que a cada dois meses os juros que ganhas são depositados na conta associada à sua subscrição e não vão contar para os 12 meses seguintes.
O crescimento do produto interno bruto (PIB), em Portugal, é o indicador utilizado para atribuir o prémio, correspondendo a 40% do crescimento médio real deste indicador, atingindo no máximo de 1,2%.
Este prémio está dependente de que o Produto Interno Bruto tenha um crescimento positivo, mas o capital investido está protegido e garantido mesmo que este não seja o caso.

O produto interno bruto português (PIB) varia de acordo com a soma dos valores monetários de todos os bens e serviços produzidos em Portugal, este indicador é utilizado de forma universal para quantificar o sucesso económico de qualquer região.

Os certificados do Tesouro têm uma taxa anual fixa, no entanto, depois do segundo ano de permanência esta taxa cresce anualmente.  
Se apenas levantar a sua poupança ao fim do prazo de sete anos a taxa de juro média é de 1,38%.
Começando por um valor raso de 0,75%, no terceiro ano passa a 1,05%, depois para 1,35%, e crescendo em 30% até o limite de 2,25% no último ano do prazo do certificado de aforro, como mostra a imagem.

Assim, como outros produtos de aforro, a subscrição de Certificados de Tesouro não acarreta quaisquer encargos de manutenção ou levantamento, entre outros.  

Como se processa o reembolso

 Ao adquirir os seus Certificados de Tesouro, compraste uma parte da dívida e emprestaste dinheiro ao Estado Português.
Os reembolsos sobre os juros do teu capital são feitos diretamente para o NIB associado à tua Conta Aforro ao final de 12 meses. Apesar de não ser possível a capitalização dos juros, ao investir durante mais tempo terás a possibilidade de ter um maior reembolso.

Se pretendes efetuar um resgate antes da data de expiração da sua subscrição, este pode ser efetuado pelo titular da Conta Aforro ou por um procurador com poderes para a prática do ato.
No caso de o titular da conta ter falecido os herdeiros dispõem de um prazo limite para pedir a transmissão da titularidade da amortização, caso o prazo seja ultrapassado e esta possibilidade prescreve o valor será devolvido para o Fundo de Regularização da Dívida Pública (FRDP).

No que toca ao resgate do dinheiro aplicado em Certificados de tesouro, é preciso ter atenção quando levantares algum montante antes do prazo ou antes do aniversário da subscrição, porque vais perderes parte dos juros correspondentes a esse ano. 

Apesar dos portugueses demonstrarem um cadente interesse nos produtos de dívida pública, os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento são uma opção estável e rentável a longo prazo.
Para quem tem valores consideráveis em poupanças que perdem valor ao estar em contas à ordem ou poupança, considerar investir em Certificados de Tesouro é aconselhável.
A informação sobre estes investimentos multiplica-se pela internet e qualquer pessoa tem acesso a compreender o que lhe está a ser proposto, sendo uma excelente oportunidade para aprender sobre a área das finanças pessoais.

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