O que são as Criptomoedas?
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O que são as Criptomoedas?

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O que são as Criptomoedas?

A conversa sobre moedas virtuais é um fenômeno crescente e interessante até para os que nunca tiveram grande interesse nas áreas da tecnologia ou das finanças, mas afinal o que são as criptomoedas?

Sendo um filho prodígio dos avanços tecnológicos, a criptomoeda tornou-se dos tópicos mais falados e explorados online, criando autênticos poços sem fundo de informação, seja ela descritiva ou opinativa.

Esta inundação informativa pode ser desmotivante para uma pessoa que seja leiga mas curiosa pela descoberta do que são as criptomoedas. 

Apesar de só ter chamado à atenção do mercado mainstream recentemente, este formato de capital virtual nasceu, conceptualmente, em 1994.

O ideólogo desta nova forma de pensar as transações e a moeda, Nick Szabo, inspirou Satoshi Nakamoto a escrever o guia filosófico e prático da criptomoeda, em 2008.

É logo no ano seguinte que as primeiras 50 bitcoins são minadas, também por Satoshi Nakamoto.

E por esta altura deves-te estar a perguntar, o que é que a indústria mineira tem a ver com a troca de capital virtual?

Já ouvi falar de bitcoins, são as únicas criptomoedas que existem? Continua a ler este artigo para obteres as tuas respostas.

O que são criptomoedas?

 De forma muito simples, as criptomoedas são formas de capital virtuais utilizadas, como qualquer outra moeda, para transações comerciais online.

No entanto, sem notas, nem moedas, nem ouro que a faça valer, a criptomoeda não segue a matriz do que até agora consideramos intuitivamente ser uma moeda.

Criptomoedas como a Bitcoin, a Ripple ou a Ethereum não são reguladas pelas instituições tradicionais nem têm de passar pelos bancos. 

Elas existem num sistema descentralizado, em blockchain, este sistema é uma forma específica de armazenamento de dados que difere dos sistemas tradicionais na forma como aglomera a informação.

Numa blockchain, ou cadeia em bloco, em português, à medida que entram novos dados, estes são introduzidos num novo bloco, o que faz com que os dados fiquem encadeados por ordem cronológica. 

Em vez de uma troca tradicional, como uma transferência de uma conta para outra, ou de um banco para outro, é criado uma espécie de cadeia de transações, que incluem todos os donos da moeda.

Este caráter descentralizado da criptomoeda previne que nenhuma pessoa ou grupo tenha controlo privilegiado sobre o futuro da moeda, todos os utilizadores retêm colectivamente o controlo.

As cadeias de bloqueio descentralizadas são imutáveis, o que significa que os dados introduzidos são irreversíveis.

Para a Bitcoin, isto significa que as transacções são permanentemente registadas e visíveis para qualquer pessoa. 

Apesar de poder ser utilizado como uma moeda normal, isto é, para transações de consumo, a novidade está no potencial de investimento e troca por lucro, de forma democratizada, que este produto financeiro oferece.

Muitas empresas, principalmente na área da tecnologia, começaram a emitir a sua própria moeda que pode ser utilizada ou trocada especificamente para o bem ou serviço que a empresa providencia.

Neste caso, é sempre necessário trocar moeda real ( dólar, euro, real, etc.) para ter acesso à criptomoeda, como se faria, por exemplo, ao comprar fichas num casino.

No entanto, o interesse está no jogo com a procura e a demanda, principalmente no caso das criptomoedas públicas.

Quão grande é o universo da criptomoeda?

Existem, neste momento, mais de 6 milhares de diferentes criptomoedas a serem trocadas no mercado público e o mercado continua a crescer.

A que com certeza já ouviste falar, que é aclamada e utilizada por grandes gurus da tecnologia, como  Elon Musk, é a Bitcoin, a forma mais popular de criptomoeda.

A bitcoin foi pioneira no seu mercado e tem, neste momento,  cerca de 17 milhões de bitcoin em circulação, com um preço de cerca de 50 mil euros por bitcoin.

No entanto, existem várias outras moedas virtuais que começam a criar semelhante entusiasmo no mercado:

  • A Ethereum é um token digital e representa no mercado cerca de 186 mil milhões de euros em trocas. Com mais de 100 milhões de tokens em circulação, cada um custa cerca de 1600 dólares a unidade.
  • A Binance é, à data da escrita deste artigo, a terceira criptomoeda mais trocada. Com o preço de cerca de 251 dólares ela permite todo o tipo de compras e transações e ainda é possível adquirir bitcoin com binance.

Apesar de estes números serem altos, temos de ter em conta que nem sempre foi assim.

E da mesma forma que estas moedas viram um pico crescimento nestes últimos anos, o mesmo é possível com outras criptomoedas que estão a surgir.

Como é que se faz dinheiro com criptomoedas?

Primeiro é preciso relembrar que o registo de transacções numa cadeia em bloco é efetuado a cada transferência.

Este registo é o que é chamado de mineração, um termo que provavelmente já ouviu falar mas que, neste caso, não tem nada a ver com escavar em procura de recursos naturais.

Quando os registos são efetuados, a criptomoeda é multiplicada, há mais unidades e a cada transição a moeda vale mais. 

Apesar da moeda não existir sem ser virtualmente, é necessário que muitos e potentes computadores façam este processo de mineração para que o valor de transação aumente.

No caso da bitcoin, cada transação é um problema de matemática que uma vez resolvido com sucesso cria mais bitcoins.

No entanto, porque a criptomoeda não é regulada, e de forma a limitar a possibilidade de mineração, os problemas vão se tornando cada vez mais difíceis.

As Criptomoedas são seguras?

 O investimento vem sempre com algum risco e no caso das criptomoedas não é diferente.

No sentido mais direto, o investimento feito através dos meios devidos é seguro e legal.

No entanto, a oscilação e imprevisibilidade do mercado são fatores a ter em conta. 

Se ainda tens ainda algum receio de fazer transações online, com medo de hackers e sites desonestos, folgarás em saber que não precisas de divulgar informações pessoais quando fazes transações com bitcoin.

Para além de eliminar o risco de clonagem de identidade podes proteger o dinheiro com cópias de segurança, sendo tudo apenas complicadas linhas de código. 

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