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Orçamento familiar

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Já fez o seu orçamento familiar? Nós ajudamos! 

Este artigo vai ajudá-lo a fazer o seu orçamento familiar: vai manter a sua poupança ativa introduzindo algumas alterações ao seu quotidiano.

Verá que poupará tempo, conseguirá amealhar algum dinheiro mudando alguns hábitos. 

Cada vez mais as exigências financeiras que se impõem às famílias são maiores: o custo de vida tem aumentado, os filhos têm a sua independência cada vez mais tarde e o aumento do desemprego tem assolado a economia nacional.

Existem algumas técnicas que pode implementar no seu quotidiano que o ajudarão a aumentar o seu nível de poupança e amealhar algum valor para aquilo que o fará feliz: pode ser fazer aquelas obras, em casa, por que tanto anseia ou ir finalmente para aquele destino de férias que tanto tem sonhado.

A verdade é que não somos todos iguais e cada agregado familiar deve fazer os possíveis para adaptar a melhor técnica à sua realidade.

De qualquer forma, existem alguns hábitos que se forem implementados podem ajudá-lo a gerir as suas despesas de uma forma mais natural e sem correr o risco de perder o fio à meada no que toca ao seu bolso ou ao bolso do seu agregado familiar.

Continue a ler para facilitar ter rédeas em relação ao seu orçamento pessoal e familiar, controle os seus gastos e faça render o seu dinheiro! 

Deixamos alguns conselhos para ajudá-lo nesse caminho da poupança:

Dica 1: Conheça as suas despesas!

Separe um caderno ou bloco de notas, se prefere escrever manualmente, ou uma pasta no seu computador ou telemóvel, se é dado à mudança tecnológica e prefere guardar os seus registos digitalmente, para listar todas as despesas. 

 – Comece pelas despesas fixas, pois normalmente são as que têm um maior peso no seu orçamento familiar: renda ou prestações bancárias, seguros, creches/colégios, utilização de televisão, telefone e telemóvel, condomínio, água, luz e gás (caso se aplique). 

 – Depois, pode fazer uma estimativa em relação aos gastos no supermercado, com a alimentação, quer se trate de compras mensais ou semanais para achar uma média estável que possa equacionar na sua listagem de despesas.
Deve reservar uma margem para as despesas de saúde fixas se, no seu agregado familiar houver alguém que siga tratamentos ou medicação continuados. 

 – O valor gasto em transportes, caso seja fixo quando usa transportes públicos ou variável quando usa veículo próprio. 

 – As despesas sazonais também devem constar do seu orçamento familiar como, por exemplo, todos os gastos associados ao seu veículo (imposto de circulação, seguro, selos e manutenção básica), à sua habitação (seguros e impostos), os gastos com os cartões de crédito ou o que espera gastar no período de férias ou até as despesas de início de ano escolar.

 – As despesas variáveis também devem ser assinaladas na sua lista como é o caso de prendas de aniversário, donativos que costume fazer, explicações ou reparações na sua habitação ou carro. 

Ter noção daquilo que gasta, todos os meses, é muito importante para conseguir controlar as suas despesas.

Após termos noção de todas as despesas inerentes à habitação e ao estilo de vida que seguimos, torna-se mais simples embarcarmos nesta missão de criar uma maior margem de poupança para podermos, depois, aproveitar essa margem naquilo que, por não ser essencial, faz parte dos nossos projetos, num nível mais idílico.

A partir do reconhecimento da listagem de despesas, vamos conseguir aferir em que itens podemos gastar menos e de que forma podemos fazê-lo.

Renegociar os nossos serviços será mais fácil se houver consciência daquilo que gasta e informação em relação àquilo que poderia estar a gastar.

Assim, pode existir uma margem para mudar de operadora de telecomunicação, de empresas de prestação de serviços ou mesmo de entidade bancária ou financeira, tendo por base essa renegociação e favorecendo o ser orçamente familiar.

Não ignore despesas com valores mensais mais reduzidos, se incluir uma visão do custo anual de cada despesa, verá como a poupança em despesas mensais menores, poderão ter um impacto relevante ao fim de um ano no seu orçamento familiar!

Dica 2: Faça listas de compras!

Construa uma lista sempre que sai para fazer compras.

Evitará dispersar atenção e poupar tempo. Quando vai a grandes superfícies comerciais, em que a oferta é muita, esta técnica simples pode ajudá-lo a poupar muito dinheiro. 

Evite levar os seus filhos acompanhá-lo quando vai fazer as compras semanais ou mensais, as crianças têm tendência a pedir o que querem, sem filtros em relação à poupança.

Mantê-los sossegados e colaborantes pode, muitas vezes, implicar gastos desnecessários em cada compra.

Evite ir às compras com fome, para ter a certeza que não traz o seu carrinho mais recheado do que aquilo que realmente precisa. 

Seguir os folhetos promocionais dos seus supermercados preferidos, aderir aos cartões de clientes e usar vales de desconto, podem garantir-lhe surpresas evidentes no momento de poupar sem deixar de comprar os produtos favoritos. 

Dica 3: Esteja atento às negociações de crédito

Tem créditos que está a pagar, mensalmente? Esta é uma daquelas despesas que estará na lista inicial de despesas que terá de fazer, pois diz respeito a uma despesa que é constante, normalmente, mensal.

Podem tentar negociar os seus créditos, avaliando a possibilidade de fazer um crédito consolidado.

Pode fazer uma simples simulação online e procurar o banco ou a instituição financeira que lhe oferece melhores condições efetivas de poupança, vendo imediatamente o impacto no seu orçamento familiar.

Estas condições podem, claro, variar de acordo com a inflação da taxa de juros, mas pode sempre comparar as opções que tem, sendo que juntar todos os créditos em um só, pode ser vantajoso no que diz respeito ao valor final a pagar.

Fale com o seu banco e compare com outras entidades financeiras para ter informação válida para poder fazer uma escolha acertada e que tenha em conta as suas necessidades e as necessidades daqueles que consigo coabitam.

Renegociar o seu empréstimo bancário da habitação também pode ajudá-lo nesta missão, pode encontrar um spread mais benéfico e conseguir poupar milhares de euros, no final do seu contrato.

Vale a pena tentar!

Dica 4: separe despesas essenciais de despesas supérfluas

Podemos falar de uma técnica usada por muitas famílias e que pode fazer sentido no seu caso: a técnica do envelope!

Em que consiste esta técnica e em que pode ajudá-lo a seguir o seu propósito?

Este conselho está relacionado com os restantes três que já lhe demos, uma vez que escolher quais são as suas despesas essenciais é fundamental para conseguir poupar mais eficientemente.

Só fazendo esta separação, terá consciência de quais são as despesas que pode, facilmente, desvincular-se para manter algum dinheiro num fundo de emergência ou para construir uma poupança.

Para fazer esta separação, pode utilizar a técnica do envelope.

Antes de mais, deve ter um envelope para cada despesa mensal fixa como, por exemplo, a renda ou o empréstimo da casa, o supermercado, o carro, as contas da casa e a educação.

Identifique cada envelope com o nome da despesa a que diz respeito e quando receber o seu salário distribua o valor estimado entre os vários envelopes.

Ao longo do mês, deve anotar todas as faturas e recibos de cada despesa que faz no envelope relativo a essa mesma despesa.

Some todas as despesas dos envelopes daquilo que é realmente gastou e compare com a estimativa efetuada.

Verifique se a estimativa correspondeu ao valor que realmente gastou, se sobrou ou se faltou dinheiro.

Tenha um envelope disponível para guardar os recibos ou os registos relativos às despesas supérfluas e reveja o peso das mesmas no seu orçamento. 

Organize o seu orçamento familiar tendo em conta esse cálculo.

Pode adaptar este conceito a um formato digital, usando por exemplo um ficheiro em excel (veja o ficheiro que disponibilizamos para download). 

Dica 5: Considere a poupança mensal na listagem das despesas pessoais

Traçar este caminho tem a ver com mudança de hábitos e do modo de vida, em relação às finanças, que tem sido enraizado culturalmente. 

Para além disso, definir entre 5% a 20% do seu orçamento familiar para a parcela da poupança é algo que deve fazer, por sistema.

Lembre-se que ter algum dinheiro de lado pode ser essencial para equilibrar as suas contas, uma vez que existem surpresas e despesas que não são consideradas como certas e podem aparecer: quantas vezes não aconteceu avariar um eletrodoméstico que precisou de conserto ou substituição?

A despesa na farmácia ou nas questões de saúde também pode ser variável.

Assim, é sempre positivo, todos os meses, ter capacidade para colocar algum dinheiro a salvo. 

Em relação a esta poupança, pode definir o prazo que quer atribuir à mesma.

Se estiver a pensar numa poupança para gozar quando se reformar deve ter em conta que deve considerar uma poupança a longo prazo; se, por outro lado, tiver em mãos uma poupança para ir de férias ou para arrancar o ano letivo seguinte, deve considerar uma poupança a curto.

Se o objetivo for comprar um carro, o melhor será considerar uma poupança a médio prazo, amealhando dinheiro para este objetivo, durante cinco anos, por exemplo.

O orçamento familiar é uma ferramenta fundamental para alcançarmos os seus sonhos e perseguir os seus projetos.

Exige método, critério e dá trabalho fazer esta estimativa, é verdade, mas em muito vai ajudá-lo a saber onde realmente gasta o seu dinheiro.

Controlar as suas despesas, renegociar os seus contratos e criar novos hábitos de consumo, vai-lhe permitir tirar maior proveito no futuro!

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